domingo, 17 de maio de 2009

It's been a long time...

Depois de tanto tempo sem postar eis que ressurjo por aqui.

Talvez agora eu consiga postar com mais frequência, abordar outros assuntos...
Então, what's new?

hunnn,
let just say:
In Hope.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Encontro do sonho com o amanhecer

Apesar de ainda estar escuro quando saira de casa, o ar parecia calmo e leve. Enquanto fazia o mesmo trajeto de sempre, sozinho, na rua ainda escura, não me dei conta da intensidade que aquele momento tomava. A medida que o céu se iluminava e eu me aproximava de meu destino, ao poucos me dava conta de que aquilo tudo era real e que tudo o que havíamos enfrentado para chegar aquele momento, ela lá no alto, eu cá em baixo, nos concedia finalmente o direito de desfrutar de um sonho ambos acordados de mãos dadas, olhando um para outro.
Ainda só lá no meio da praça o sentimento era tão forte que todo o céu parecia olhar pra mim e os prédios pareciam descer ao chão para que eu vislumbrasse não muito distante o meu amor em seu jaleco branco. Abracei-a tão fortemente e senti-me tão feliz em seu seus braços. eternos segundos transcorreram até tomarmos nosso curso, uma vez que estavamos um pouco em cima da hora.
Todo caminho percorrido pelas ruas de concreto foi ofuscado pela extase de um sonho.

Finalmente era nosso por direito aquele lindo momento, aquele amanhecer, o almoço mais tarde o ano que continua amanhã. Não me arrependo de absolutamente nada. Cada passo cada erro, cada queda compuseram nosso caminho até aqui.

Ao meu amor dedico essa linhas, a sua determinação, a sua grande conquista, ao seu imenso amor.
Natália, parabéns, você merece tudo isso!

sans repentir!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

6:42

20 de outubro de 2008,
A luz amarelada refletida nos carros parecia muito mais eficiente que meu despertador. Ora, se até aqui cheguei dormindo, que mal teria continuar assim até que por fim chegasse a minha cama para curtas horas de absolutamente sonho algum até a repetição daquelas imagens?

Como queria que algum doutor entendido pudesse estudar tão estranho fenomeno: Déjà vu. em pleno sonho. Sonho tinha sido uma boa definição para tudo aquilo, os oito primeiros meses de aula, os últimos quatro meses de Sara. O problema com os sonhos é o mesmo com a realidade: duração. A realidade só real por sua duração, bem como os sonhos o são por tanto, apesar de, cada um ter sua duração específica.

Casa, Família, Conforto. Tudo isso mudou tão rapidamente. Esse foi o caminho escolhido, todos os sacrifícios, todos que abandonei, tudo que tive que mudar eram o pavimento de minha estrada.
Aquela menina e nossas esperanças eram meu único consolo. Sara e eu acreditávamos em nos mesmo, em nos como dois, em um futuro bom para ambos, e eu sozinho esperava o fim de tudo como esperaria em qualquer outra vida.
Minha natureza fria assustava meu pobre anjinho com muita frequecia. Que culpa eu tinha?! arrancado do conforto de minha casa, da presença de Natália, Guilherme, Raphael, meus irmãos, meus humildes prazeres de garoto. Era agora um sínico convicto de meus ideais, o pouco de artístico que havia sobrado em mim lembrava-me de cruéis doutores em alguma horrível cidade de Alemanha bem no inicinho da década de 40.
Quando contei a Sara o que tudo aquilo me lembrava, logo após se sentir incluída no meu pequeno holocausto maldito, ela resolveu acabar com o pouco que restava de sadio em minha mente.

Agora queria estar na Tijuca, acordando para ir para a aula em qualquer outro lugar menos absurdamente distante. Queria ter de volta aquelas pessoas, aqueles sentimentos, amigos, hábitos...
Esse jaleco cor de burro-quando-foge pesa feito uma cruz, e se não fosse o ponto de ônibus se aproximando naquela inóspita trincheira asfaltada, poderia ficar aqui lamentando-a o resto do dia. Mas um dia eles virão!!!! Eu juro, eles virão!!! E então, eu e Sara sobreviveremos e ela não mais me verá como um lunático, um alucinado, como ela bem definiu ontem a noite.

C'est la vie!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

23:40

25 de Dezembro de 1997,
A chuva molhava o vidro e as luzes intensas que transpassavam a janela lembravam-me de coisas desagradáveis. O barulho era infernal, minha cabeça doía, sentia-me angustiado por tanta insatisfação. Já bastara ter esperado por três horas para poder embarcar, agora, sentado naquela poltrona, vendo a linda menina com seu cabelo castanho avermelhado sacudir inquetamente suas finas pernas com a ansiedade do primeiro voo me lembrava de tudo aquilo que não tinha coragem de aceitar.
Seus olhos eram lindos, verdes, profundos, inocentes. Sua pele era clara com sinais, que mesmo escondidos pelo corpo, arrepiavam os cabelos do meu braço escondido sob a jaqueta jeans. Sua voz era agradável, mas seu sotaque era perturbador. Talvez por ser realmente atraente, talvez por me lembrar daquilo que tanto quero esquecer apesar de insistir em retomar nos meus pensamentos, o falar de uma menina gaúcha me atrai de forma inesplicavel.

Deixar o Rio Grande era indiscutivelmente um alívio. Os últimos dois dias foram um inferno. A festa que me aterroriza pelo simples fato de ser uma comemoração familiar só se torna mais terrível ao ser comemorada em família. A cidade que ainda assombra minhas memorias parece não mudar nunca, ou, para minha angustia, retoma os ares de minha infância sempre que a ela regresso. O Rio difere pouco de São Leopoldo quando penso que única coisa que me importar é estar longe de tudo que não consigo encarar.
Me intrigava o fato de pegar um pedaço daquele retrato antigo e leva-lo para meu refugio, mas Camila era diferente. Enquanto aquelas mesas com parentes dos quais não me recordo e irmãos que não gostaria de recordar rasgavam minha alma como ferro cirúrgico, Camila parecia a mais eficaz das anestesias. Camila não era parente, mas era daquela cidade, apesar de ser Camila, o prazer de te-la era um dor latente.

As minhas estrelas poderiam esperar até a primeira noite na janela de casa. Com a janela do avião a minha esquerda e Camila a minha direita, deixa-la trocar de assento comigo não era mera caridade com a caipira, olhar Camila olhar minhas estrelas era provar do caldo de uma fruta, que em ocuparia minha mesa por muitas refeições. O voo foi como um a primeira dose de uma droga que sopraria minha vela mar adentro. O Rio de Janeiro é minha fantasia.

Camila aos poucos acabaria com o significado que aquela cidade tinha para mim. Estava levando São Leopoldo inteira no seio dela, levando direto para dentro do meu quarto. E sordidamente fantasiava, estava para convidar a sombra do pesadelo para uma noite na mesma cama do anjo dos sonhos.

Camila, meu desejo, minha cura.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Começar

Bom dia.
Hoje acordei de um lindo sonho. Sonhava que voava sobre um lago, nos céus da Irlanda. Me lembro bem de, ao longo da noite, ter meu sonho interrompido pelo barulho de obra que vinha da janela, até levantara em determinado momento para buscar um copo d'água para poder voltar ao meu doce sonho.
Hoje meu amor me acordou com um beijo no rosto, me acordou pois tinha sido acordada de seu sonho também. Um bilhete esquecido no fundo do palito pareceu perturbar a paz daqueles que dormiam no início do dia.
Quando acordei, senti me enjoado, pois fazia tempo que dormia aquele sono gostoso, quis gritar com ela, mas ela havia me acordado tão docemente, seus olhos calmos me olhavam, compartilhando da falta que aqueles sonhos faziam.Sentei-me em minha cama e abracei-a enquanto começávamos a nos acostumar com a brisa que entrava pela janela aberta. A ideia de levantar daquela cama e seguir em frente parecia nos assustar, mas mesmo assim sabíamos que era o unico jeito, sabíamos que apesar de as coisas nunca serem como nos sonhos, durante o dia podemos acreditar naquilo que nossos sonhos nos impõe aceitar como realidade. Ainda acredito que posso voar sobre aquele lindo lago irlandês.

Ainda estou sobre a cama, talvez, se acalmar e me deitar, logo volte para aquele lindo sonho. Espero que ela deite-se ao meu lado e sonhe também, pois passei a noite anterior inteira contando-lhe contos de fadas para inspirar-lhe e fazê-la sonhar como eu sonho.Mas a brisa da janela me trouxe uma nova sensação. O sonho será diferente agora, será mais real, apesar disso, ainda acredito que possa voar.